Por que sofremos? O mistério de Isis

Quais são os motivos de tanto sofrimento?

 

Como acontecem tantas divergências num mundo estabelecido pela convergência?

Por que ganhamos um paraíso e fazemos disso um inferno?

 

Depois de muitas caminhadas podemos afirmar que os motivos disso tudo podem ser resumidos no seguinte:

 

1) Medo de não ser:

- capaz,

- bonito,

- eficaz,

- sábio,

- amado,

- amável…

 

2) Falta de confiança:

- No aqui/agora;

- Na Ordem – que nasce pela convergência de tudo – Perceba que a maior firmeza é dada pela máxima convergência em todos os casos (Por exemplo: Você prefere construir sua casa sobre areia ou sobre uma rocha?).

 

3) Ilusão:

- Da existência do Tempo – Este é estabelecido como uma convenção prática para a ocorrência dos eventos no espaço que existe em função das coisas. O tempo é um atributo do espaço.

- Da separação – A individuação é uma demanda para consciência e a comunhão. Não há estereótipos porque não há significados nem no mundo mineral, pois mesmo neste mudam os contextos.

A necessidade de explicar, de justificar, nasce da insegurança e do medo. O ser humano é chamado à consciência (com a ciência) e a compreensão (apreender com) no aprendizado contínuo da ternura que ninguém pede para explicar. Não é verdade que o que buscamos são os significados.

Porque com o tempo percebemos que os significados são sempre provisórios. Entender definitivamente de qualquer coisa é pretensão.

Só os ingênuos acreditam em “verdades absolutas”. Ocorre que convivemos com princípios como o amor, a justiça, a alegria e tantas outras formas, sabendo que todos significados que criamos não podem ser definitivos. Ninguém se atreve a dar uma explicação definitiva de qualquer um destes princípios.

Porque não existem estas explicações. O máximo que conseguimos é delinear, desenhar formas, imagens e palavras que são rastreadores destes princípios que em sua essência são inomináveis, e, portanto, não pedem para ser explicados.

A vida “pede” para ser vivida em toda sua plenitude. Com confiança e abertura. Quando não o conseguimos ficamos frustrados, sentimo-nos fragmentados.

Assim no mito egípcio Osiris é morto e despedaçado. Só Isis, sua irmã, sua esposa, sua amante, poderá reconstituí-lo.

E para se acercar deste mistério é exigido de nós que abandonemos as formas comuns de viver e pensar abrindo a disponibilidade em nós mesmos para a vida, para não ficarmos presos às explicações.

Assim, Isis só se revelará àqueles que compreendem (aprendem com) a vida sem a pretensão de entendê-la! Isis se revela àqueles que não se satisfazem com quaisquer significados. Ou seja, para aqueles que se libertaram de formatos prontos, definições, e convivem com a beleza e as tempestades, saboreando a vida com a abertura e vencendo os medos na medida em que aparecem…


Comentários desta matéria

Ordem Co-Operativa de Empresários e Profissionais Liberais

Qual é a saída? Como chegar a um novo pacto para obter os melhores resultados? 

Todo empreendedor, seja empresário ou profissional liberal, é uma pessoa solitária exatamente nas decisões mais difíceis.  

Propomos mudar radicalmente sua vida e otimizar sua eficácia. Para isso é necessária uma desprogramação fundamental, nos alicerces mesmo, do pensar, sentir e agir! 

 Na cultura contemporânea isso só se realiza em encontros de pequenos grupos nos quais ocorre uma "escolagem" além do comum, ou seja, sem a ilusão de "soluções" dadas por doutrinas ou ideologias.

Esta é a proposta das Veredas ProLíbera.

Leia mais