ProLíbera Myself Beyond Me (Seminários Biográficos)

12 de maio de 2008

A prioridade de nossa prática é o real encontro das pessoas, compartilhando experiências e conhecimentos que podem abrir, de fato, novos rumos.

Não adianta fazer exercícios, meditações e tudo o mais que se propõe por aí sem essa prática de acolhimento de cada pessoa!

Cada um, ao seu modo, de alguma maneira, encontra-se perplexo e, muitas vezes, perdido nos tantos “caminhos” a serem seguidos.

O Programa ProLíbera Myself Beyond Me abre a possibilidade para o encontro de seu caminho próprio, tendo como eixo a sua biografia.

Incomodados com a excessiva teorização em torno de doutrinas, ideologias e crenças, percebemos que, muitas vezes, apesar do discurso, não ocorre uma mudança real nas pessoas!

Percebemos que a mudança só acontece quando criamos um cenário que prioriza dinâmicas vivas, expressão com atividades artísticas e corporais, num ambiente de efetivo aconchego.

Somos autores de nós mesmos. Quando entramos em contato com esta identidade e assumimos que somos livres para fazermos nossas escolhas, podemos, então, tomar em nossas “mãos”, nossos destinos e direções. Tornamo-nos líderes de nossa própria vida!

Mas, isso não ocorre ao acaso. Nos Seminários têm-se o cuidado todo especial, pois:

1) É pelo encontro entre as pessoas que se compartilha o viver. Sozinhos não podemos ir muito longe. A solidão é boa para avaliar, meditar, rastrear… Depois, no encontro com alguém podemos, de fato, achar o caminho “coraçãomente”;

2) Cada pessoa é responsável por si. 100%. Nossa ação é prioritariamente micropolítica quando assumimos o cuidado, a vontade de preservar, acolher… assuntar… não julgar!

3) A vida é muito mais ampla. É complexa mas não complicada. Complexa pois está sempre permeada por tantas e variadas vertentes que nosso pensar comum não consegue abarcar. Por isso sugerimos sempre ir além do pensar normatizado, padronizado, mesmo o pensar dominante na academia…

4) Atualmente, somos bombardeados de informações e saberes. Se fizermos uma desconstrução destes saberes que, em geral, são meras construções teóricas que mais confundem do que orientam, chegamos a um “vazio” que causa uma aparente sensação de estarmos perdidos. No entanto, esta é a base para um ato criativo;

O saber quem sou e o que quero, ou seja a identidade, na grande maioria das pessoas, está ancorada no que a pessoa faz ou nos diversos personagens que cada um usa para atuar no mundo.

Ora, é essa a nossa real identidade?

Ou é a forma que aprendemos a usar sem sabermos na verdade o que somos ou o que queremos?

Quem é você?

Qual é a narrativa que revela, de fato, a nossa identidade?

Existem muitos equívocos que, por parecerem verdades, dominam nossas decisões. Deste modo, muito do que fazemos não está de acordo com as reais necessidades de nosso Ser, de nossa saúde e de nosso desenvolvimento. Porque em geral fazemos coisas para atender nossos personagens ou demandas imediatistas.

Contrapondo-se a isso, o Programa ProLíbera Myself Beyond Me vem estabelecendo um cenário único para ampliar a consciência, mas também estimular caminhos que nos propiciem forças e atitudes que estejam de acordo com o pensar, sentir e querer de nosso ser real, autor de nós mesmos.

Objetivo

O objetivo geral é a otimização global e irrestrita das capacidades potenciais de crescimento pessoal e profissional dos participantes, tendo possibilidades de enfoques específicos para diferentes idades, grupos, áreas de atuação, etc.

Público-Alvo

O programa ProLíbera Myself Beyond Me - Seminários Biográficos, destina-se basicamente a dois públicos específicos:
* pessoal (12 módulos seqüenciais)
* empresarial (3 módulos independentes)

Participantes

Formato: Trabalho feito com grupo mínimo de 8 pessoas de duas maneiras:

a) Oito encontros semanais com duração de 2 e1/2 a 3 horas (ou doze encontros de 2 horas), cada um;
b) Final de semana com início marcado para 5ª. a partir das 16 horas, terminando no domingo após almoço.

“Sei irmãos, que todos já existimos, antes, neste ou em diferentes lugares, e que o que cumprimos agora, entre o primeiro choro e o último suspiro, não seria mais que o equivalente de um dia comum, senão que ainda menos, ponto e instante efêmeros na cadeia movente: todo homem ressuscita ao primeiro dia. Contudo, às vezes sucede que morramos, de algum modo, espécie diversa de morte, imperfeita e temporária, no próprio decurso desta vida. Morremos, morre-se, outra palavra não haverá que defina tal estado, essa estação crucial. É um obscuro finar-se, continuando, um trespassamento que não põe termo natural à existência, mas em que a gente se sente o campo de operação profunda e desmanchadora, de íntima transmutação precedida de certa parada; sempre com uma destruição prévia, um dolorido esvaziamento; nós mesmos, então, nos estranhamos. Cada criatura é um rascunho, a ser retocado sem cessar, até a hora da liberação pelo arcano, a além do Lethes, o rio sem memória. Porém, todo verdadeiro passo adiante, no crescimento do espírito, exige o baque inteiro de ser, o apalpar imenso de perigos, um falecer no meio de trevas; a passagem. Mas, o que vem depois, é o renascido, um homem mais real e novo, segundo referem os antigos grimórios. Irmãos, acreditem-me.

Não a todos, talvez assim aconteça. E, mesmo, somente a poucos; ou, quem sabe, só tenham noção disso os já mais velhos, os mais acordados. O que lhes vem é de repente, quase sem aviso. Para alguns, entretanto, a crise se repete, conscientemente, mais de uma vez, ao longo de estágio terreno, exata regularidade, e como se obedecesse a um ciclo, no ritmo de prazos predeterminados - de sete em sete, de dez em dez anos. No demais, é aparentemente provocado, ou ao menos assinalado, por um fato externo qualquer: uma grave doença, uma dura perda, o deslocamento para lugar remoto, alguma inapelável condenação ao isolamento. Quebrantado e sozinho, tornado todo vulnerável, sem poder recorrer a apoio algum visível, um se vê compelido a esse caminho rápido demais, que é o sofrimento.

Tenhamo-nos pena, irmãos, uns dos outros, reze-se o salmo Miserere. Todavia, ao remate da prova, segue-se a maior alegria.”
João Guimarães Rosa (em “Páramo” de “Estas Estórias”)

Conteúdo e Metodologia: Durante o trabalho são proporcionadas diferentes abordagens: palestras curtas que trazem conteúdos sobre os conceitos de biografia humana; momentos individuais, para resgate de fatos da vida; atividades artísticas, expressando com outras linguagens (pintura, expressão corporal, dança, música, modelagem, ikebana, etc.) fases e aspectos marcantes da vida, dinâmicas em pequenos grupos (de 4 a 5 pessoas) para troca de experiências e compartilhamentos, além de atividades físicas, respirações, técnicas meditativas, passeios, etc.

Na análise da biografia, levam-se em conta algumas teorias que propõem leis gerais do desenvolvimento e outras individuais. Segundo uma destas leis gerais, a vida das pessoas se divide em setênios (grupos de 7 anos). Cada setênio prevê fatos comuns a todas, mas o caminho de cada uma é único. Como diz a doutora Gudrun: “Conhecendo as crises existenciais, profissionais e de relacionamentos de cada idade, podemos enxergá-las como um trampolim para continuar crescendo, e assim harmonizar a vida”. A cada sete anos, um novo ciclo: assim o ser humano se desenvolve.

Em função do convênio firmado entre o Instituto ProLíbera e a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), com o apoio do Ministério da Cultura, os participantes do Programa ProLíbera Myself Beyond Me recebem certificação do Escritório ProLíbera/UNICAMP.

Investimento

O Programa ProLíbera - Myself Beyond Me abre caminho e dasamarra os nós para que seja possível o encontro com o Ser, o Princípio Ativo que em geral está reprimido causando angústia e ansiedade.
Estes sentimentos estão aí pois cada pessoa sente e sabe que sua vida poderia ser muito mais plena e feliz.
Isso implica em um estímulo efetivo para que as pessoas sejam capazes de estabelecerem vínculos reais e maduros, com uma boa auto-estima, não só no exercício de suas funções profissionais, mas, principalmente, na vida social e pessoal. E isso tem que ser feito não só na essência, mas também na aparência. As pessoas têm que se sentir bem, bonitas, estabelecendo uma harmonia dinâmica entre a forma e o conteúdo.
Atualmente, em todas as partes do mundo já existem muitas iniciativas que propõem mudanças justamente para sair do “lugar comum”, sair das formas acadêmicas que defendem um sistema notavelmente já falido em quase todos os aspectos. Nesse sentido, é preciso denunciar nossa perplexidade:

1) Como é possível que, com tanto conhecimento e tecnologia, estejamos num mundo onde 75% da população está pobre, sendo que destes mais de 50% vivem na miséria absoluta?

2) Como compreender que, mais uma vez, com tanta experiência, a grande maioria das pessoas não tenha uma vida afetiva satisfatória, não cuidando de seu corpo, de sua alma e da plena expressão do espírito?

3) Como compreender que a realização pessoal e profissional esteja tão longe da grande maioria de nós mesmos?

Certamente existem outras possibilidades, outros caminhos.

Quais são? Onde estão essas veredas únicas, singulares e plenas de sentidos?

Evitando que haja o poder do conhecimento ou de decisões vindas de fora, estimulamos as pessoas a se permitirem deixar que as respostas surjam da busca íntegra de cada um de nós.

Ou seja, o propósito maior de nossas atividades é reunir aqueles que querem ser livres e que possam se encontrar sem a determinação dada por ideologias e crenças. Embora estas sejam balizas necessárias a cada pessoa, o fundamento é a pessoa em si mesma com a narrativa única de sua biografia, de suas expectativas e caminhos.

Os Seminários Biográficos têm por origem o trabalho do psiquiatra holandês Bernard Lievegoed, autor de “Fases da Vida”, com base nas idéias de Rudolf Steiner, elaborador da Antroposofia. As obras de Lievegoed focam atenção nas motivações e questionamentos das diversas fases da vida (embora tenhamos motivos essenciais presentes em todas as fases de nossa vida, os motivos aos 20 anos são diferentes aos 40 e, em geral, não atentamos seriamente para isto).

Pensando nisso, foi lançada a base para vários tipos de seminários, desenvolvidos com formas diferentes por vários seguidores. Um deles foi Daniel Burckhard que, junto com a Dra. Gudrun Burckhard, desenvolveu uma forma específica para estes trabalhos.

Nós, do Instituto ProLíbera, após formações específicas nesta área, visitamos trabalhos na Inglaterra, Alemanha, Suíça, Holanda e no Brasil, chegando a conhecer várias abordagens diferentes.

Com estes estudos, os Seminários foram continuamente revisados até chegarem à sua forma atual onde se priorizam dinâmicas vivas e alegres, o acolhimento às pessoas e um “ouvir” o outro que, assim, faz “um caminho enquanto se caminha”, não ocorrendo, portanto, um modelo estabelecido “a priori”.

METODOLOGIA

Em termos metodológicos, usamos as técnicas narrativas desenvolvidas por vários autores, atualmente Michael White na Austrália, outras formas de pesquisa narrativa baseadas na linguística aplicada e por isso também a psicanálise lacaniana e o psicodrama;
Como forma acadêmica apresentamos a Abordagem Interativa Metaformal*.

*A ABORDAGEM INTERATIVA METAFORMAL é uma tese acadêmica desenvolvida pelo prof. JOSEF DAVID YAARI, divulgada em diversas universidades. Pretende-se manter como ABORDAGEM para não ser, em nenhum momento, uma ideologia; como INTERATIVA para priorizar o respeito à diversidade e a um ativo intersubjetivismo; e como METAFORMAL por priorizar a ação criativa e evitar a acomodação, estimulando, portanto, as contínuas e necessárias metamorfoses.

Este programa é um poderoso instrumento para que cada pessoa possa:

a. Encontrar o foco na vida pessoal, profissional e social;

b. Aprender o caminho para melhores escolhas;

c. Descobrir sua identidade, que não pode ser confundida com o trabalho, a família ou qualquer outra referência que não seja a de si mesmo;

d. Compreender que, independente de qual fase da vida ela está inserida, suas motivações e modos de viver mudam de tempos em tempos, mas essas mudanças para se tornarem eficazes em suas vidas, devem passar por metamorfoses, ou seja, ir além da simples transformação, para uma mudança efetiva e, algumas vezes, até “radical”.

O prof. Josef David Yaari desenvolveu uma visão que integra dois ciclos interdependentes: Setênios e Nonênios. Assim ocorrem nove setênios e sete nonênios (0 a 63 anos) com leis universais que podem ser estudadas infinitamente, sem no entanto fixar caracterizações absolutas. Essa dinâmica entre os dois ciclos é uma forma pedagógica que tem apresentado resultados bastante estimuladores.

OS SETE NONÊNIOS

Sobre a matriz dos nove setênios, em sua forma clássica descrita abaixo, podemos também descrever sete nonênios, compostos por tres triênios cada um. Ou seja: sete períodos de nove anos, dentro de cada qual observamos o ritmo de mudanças a cada tres anos.

Assim, aos 3 anos, em média, ocorre o primeiro encontro do Eu com sua expressão quando a criança diz “Eu” a si mesma. Aos 6 anos se dá a consolidação do Ego (formação básica da personalidade) e aos 9 anos a criança entra na crise da realidade, na qual se percebe apartada do mundo e busca um vínculo na procura da relação Eu-mundo. Nisso vai até os 12 anos quando irrompe o início da puberdade que se consolida aos 15 anos. Aos 18 anos está estabelecida a maioridade, o caminho para as decisões próprias que são, de fato, assumidas aos 21 anos. Aos 24 anos já se realizou a aquisição da experiência estritamente individual. Aos 27 anos estamos em plena crise amorosa e profissional, chegando aos 30 anos no ponto culminante da força física. Aos 33 anos consolidamos a auto-afirmação em meio à crise da quebra de nossas principais iniciativas para iniciar aos 36 anos a renovação plena de nossas “armaduras”. Aos 39 anos estamos no “ponto de mutação” para a consciência plena de nós mesmos na crise existencial dos 42 anos. Aos 45 anos terminamos a revisão de nossa vida afetiva e profissional iniciando a mudança para a maturidade plena que começa a se instalar aos 48 anos onde se inicia a fase filosófica da vida. Aos 51 anos vivemos a crise do sentido de toda a existência para a consolidação dos valores espirituais aos 54 anos. Daí seguimos para o ponto culminante da realização material aos 57 anos que nos leva à resignação e ao isolamento interior dos 60 anos. Daí colhemos os frutos de nosso trabalho até os 63 anos. Essa sequência continua até os 84 anos na descrição de sete períodos de 12 anos que realizamos no oitavo módulo, quando fazemos o estudo do Zodíaco relacionado com a biografia.

Podemos então resumir estes sete nonênios da seguinte forma:

0 a 9 anos - Período do crescimento: O indivíduo estabelece sua base física e adaptação de sua estrutura como instrumento da realização de seu destino.

9 a 18 anos - Período do aprendizado: Inicia-se o exercício da estrutura adquirida e a formação da expressão psicológica.

18 a 27 anos - Período da luta: Experiência no mundo externo com todo cabedal anteriormente conquistado.

27 a 36 anos - Busca da estabilidade: Agora se torna urgente a relação do indivíduo com o social por meio da constituição clara de uma família própria, de uma vida profissional e de uma forma própria de se colocar no mundo.

36 a 45 anos - Ruptura com o que foi constituído: As “máscaras” elaboradas como colunas mestras na conquista da estabilidade precisam ser superadas pela urgência da busca do si mesmo.

45 a 54 anos - Metamorfose: O indivíduo, agora, reúne o que restou da ruptura e busca em si mesmo a força para a reelaboração de seu caminho de vida. A ternura pode ser assumida e é, sem dúvida, a guia para o caminho maior.

54 a 63 anos - Sabedoria: Reconhecendo o valor de sacramentar cada ato, cada momento, como celebração da superação e passagem pelos diversos limiares na lapidação do ser.

Na forma clássica dos setênios temos:

Primeiro setênio - 0 a 7 anos
“O mundo é bom”
Esta é a fase da imitação. Brincando, a criança repete o que os adultos fazem, tornando-se um espelho do que vê. Faz grandes conquistas: aprende a andar, a falar e a pensar. Se nesse período recebe carinho, alimento, vive num ambiente adequado e tem liberdade para brincar, desenvolve a confiança necessária para a vida adulta. Ao contrário, crianças espancadas, abandonadas e confinadas tornam-se adultos medrosos e retraídos. Crises: troca de dentes e doenças infantis, como sarampo e rubéola.

Segundo setênio - 7 a 14 anos
“O mundo é belo”
A criança vai para a escola e seu mundo físico e emocional se ampliam. O professor é a principal figura do setênio. Com ele, descobrimos que “o mundo é belo”. Se formos incentivados a observar a natureza, a apreciar obras de arte, teatro, esportes e literatura, esses valores permanecerão a vida toda. Algumas crises emocionais ocorrem por volta dos 9 anos, quando a criança sente que o mundo não é tão “colorido”. Ela se dá conta de que seus pais não são super-heróis e de que há injustiças no mundo.

Terceiro setênio - 14 a 21 anos
Primeiro nó lunar
O jovem tem necessidade de “conquistar”, pois está com a sexualidade aflorada. Na busca pela identidade, encontra ídolos e ideologias. Como ainda não tem o “eu” definido, usa o da turma. A individualidade se fortalece perto dos 21 anos, quando se pergunta: Quem sou eu? O que estou fazendo? Essas questões podem surgir por volta dos 18 anos. A cada 18 anos e meio, passamos por um nó lunar, quando temos insights sobre a vida. Neste setênio, o nó lunar pode indicar o primeiro emprego ou o início de um curso.

Quarto setênio - 21 a 28 anos
“Crise dos talentos”
Período em que o jovem costuma viajar ou estudar fora. Fase de interação com o mundo, com as sensações em alta. Perto dos 27 ou 28 anos, muitos sentem que “algo não vai bem”: é a “crise dos talentos”. Sentimos que precisamos respeitar mais nossos gostos e prioridades. É nessa época que ocorrem mudanças profissionais. Muitos descobrem que não querem seguir a carreira dos pais. A crise pode gerar mudanças em outras áreas, como um novo relacionamento ou a saída da casa dos pais.

Quinto setênio - 28 a 35 anos
Busca de estabilidade
Neste período, grande parte das pessoas se casa, compra casa, tem filhos e investe na carreira. Nossa alma se torna mais inteira, somando características femininas e masculinas. Começamos, na verdade, a desenvolver o perfil do nosso oposto: os homens passam a ser mais sensíveis e as mulheres, mais fortes e racionais. Entre 30 e 33 anos, vivemos os anos “crísticos” (de Cristo), nos quais buscamos a espiritualidade de modo determinado: o exercício da fé passa a ser uma necessidade.

Sexto setênio - 35 a 42 anos
Segundo nó lunar
A pessoa pode estar no auge profissional, constituir família e conquistar bens materiais, e ainda assim se sentir vazia e angustiada. Talvez tenha medo de perder a juventude. Ou de não dar conta de tantas coisas: trabalho, dívidas, educação dos filhos… Ou quem sabe não se encaixe no padrão que a sociedade impõe - casamento, filhos e emprego estável - e comece a se achar fracassada. As crises são influenciadas pelo segundo nó lunar, aos 37 anos e meio, que agora pode resultar em mudança profissional ou nos relacionamentos.

Sétimo setênio - 42 a 49 anos
“Qual o sentido da vida?”
Há um declínio da vitalidade física. As mulheres começam a entrar no climatério. Algumas pessoas exageram na prática esportiva em busca da eterna juventude. Outras desenvolvem o lado espiritual e vão atrás de respostas. Qual é o sentido da vida? Qual a minha missão? Como esse é um período de muita energia, as forças negativas podem ser transformadas em criatividade. É a hora de desenterrar talentos escondidos.

Oitavo setênio - 49 a 56 anos
Terceiro nó lunar
Muitos profissionais estão no auge da carreira. Com menos vitalidade, a pessoa deve adequar o ritmo de trabalho à sua capacidade física. Familiares e amigos costumam pedir conselhos, que devem ser dados só quando solicitados. A aposentadoria pode trazer sofrimento se não for compensada por atividades prazerosas. Aos 55 anos ocorre o terceiro nó lunar, que leva ao confronto com o envelhecimento.

Nono setênio - 56 a 63 anos
Sabedoria e gratidão
Aqui, usa-se a experiência como fonte de energia. Para alguns, é uma época de gratidão pelos frutos colhidos. Para outros, uma fase de amargura. Deve-se buscar atividades gratificantes, como jardinagem e viagens. A partir dos 63 anos, a pessoa está “liberada” das leis biográficas. O modo como viveu os setênios anteriores influi na forma como conduzirá a vida agora.
Fonte: Tomar a Vida nas Próprias Mãos, Gudrun Burkhard, Ed. Antroposófica

Módulos

CICLO DE AUTOCONHECIMENTO (Sensibilização)
Módulo 1: Capacidades e Competências Pessoais
Módulo 2: As Fases da Vida
Módulo 3: Psicologia do Limiar
Módulo 4: Tipos e Tendências

CICLO DE AUTODESENVOLVIMENTO (Maturação e Metamorfose)
Módulo 5: As Vozes Interiores em Nossas Ações
Módulo 6: Fixações e Mobilização
Módulo 7: Os Doze Sentidos
Módulo 8: Sob o Signo de Fausto

CICLO DE NOVOS CAMINHOS (Realização)
Módulo 9: Metamorfose do Pensar, Sentir e Querer
Módulo 10: O Masculino e o Feminino
Módulo 11: O Caminho para Sofia
Módulo 12: A Arte do Esquecimento

Conteúdo:

Módulo 1: Capacidades e Competências Pessoais
Iniciativas bem-sucedidas são lideradas por pessoas com carisma. Toda pessoa revela seu carisma por intermédio da otimização de suas capacidades únicas e exclusivas. Nesse sentido, por meio do histórico pessoal, e de bloqueios, vínculos pessoais, profissionais e identidade, são trabalhados os mecanismos de sabotagem dessas faculdades potenciais.

Resultados esperados:

Clareza quanto às reais possibilidades que são, geralmente, muito mais amplas na pessoa.
Otimização de tempo e capacidades, com os caminhos iniciais para colocá-las em prática, redistribuindo responsabilidades e tarefas.
Busca consciente de vínculos maduros no contexto pessoal, profissional e social.
Concentração do foco na coerência com o eixo básico de cada pessoa.

Módulo 2: As fases da vida

Os ritmos e os motivos essenciais ou questionamentos nas diversas fases da vida, com fundamento em estudos de vários autores. Através da própria biografia, a pessoa identifica seus desafios e encontra sua inserção nas leis gerais do desenvolvimento.

Resultados esperados:

Descoberta da missão pessoal e profissional com adequação para o esperado numa iniciativa.
Descoberta dos desafios recorrentes, que fundamentam as grandes linhas da biografia.
O estabelecimento e planejamento de metas, estratégias e táticas de atuação pessoal.

Módulo 3: Psicologia do Limiar

As disposições fisiológicas e anímicas dos tipos psicológicos, temperamentos e tendências individuais que determinam as formas de atuação, com base na tradição que vem desde Hipócrates até as elaborações tipológicas contemporâneas.

Resultados esperados:

Conhecimento das capacidades específicas objetivando o desafio contínuo consigo mesmo e a ação mais eficaz em cada caso.
Otimização e mobilização das condições caracterológicas.
Estabelecimento da necessidade de autodesenvolvimento perene.

Módulo 4: Tipos e Tendências

Em continuação ao módulo 3, o conhecimento dos tipos e tendências básicos.

Resultados esperados:

Conhecimento das capacidades específicas objetivando o desafio contínuo consigo mesmo e a ação mais eficaz em cada caso.
Otimização e mobilização das condições caracterológicas.
Estabelecimento da necessidade de autodesenvolvimento perene.

Módulo 5: As vozes interiores em nossas ações

Contato com os motivos subconscientes e com as vozes que interferem em nossas diversas decisões. Descoberta dos personagens parasitas e o sósia (duplo), que se alimentam do autor real de nós mesmos.

Resultados esperados:

Capacidade de introspecção sistemática na busca da melhor decisão perante cada desafio.
Capacidade de previsão do potencial disponível no planejamento da carreira profissional de si próprio e de outros (colegas, subordinados, etc.).
Capacidade de autodiagnóstico e procedimentos conseqüentes.
Disponibilidade e abertura para estimular o desenvolvimento de equipes.

Módulo 6: Fixações e Mobilização

A dinâmica da formação do “ego-identidade”, “ego de adaptação” e “ego de relação”, colocando-se perante as diferentes fixações e possibilidades de mudanças dos nove tipos descritos na Escola Arica desenvolvida por Oscar Ichazo.

Resultados esperados:

A via para a humildade por assumir, de fato, os desafios de suas forças e fraquezas.
Mobilização intensiva das qualidades pessoais, revertendo as fraquezas em forças de atuação criativa.
Flexibilidade e compreensão dos processos pedagógicos nas decisões com subordinados ou na atuação com equipes de trabalho.

Módulo 7: Os Doze Sentidos

Conhecimento e exercício de toda a nossa organização sensorial. Temos, além dos cinco sentidos mais conhecidos, o sentido do equilíbrio, o sentido cinestésico, a propriocepção, etc.

Resultados esperados:

A disciplina no exercício da maior sensibilidade e atenção consigo mesmo e com os outros.
Ampliação geral da capacidade de percepção de detalhes que normalmente escapam ao senso comum.
Aplicação da percepção sensorial no aumento de focalização e percepção de capacidades subconscientes.

Módulo 8: Sob o Signo de Fausto

O “pacto” social que integra os desafios simbolizados pela lenda do “Fausto” com suas variações desde a Idade Média. Conhecimento dos processos macro-culturais, em geral inconscientes, no indivíduo e na sociedade.

Resultados esperados:

Capacidade de percepção das diferentes linhas de cultura, sempre subjacentes em todos empreendimentos.
Capacidade de intervenção criativa no enriquecimento das possibilidades de decisão e suas conseqüências.
Consciência maior da ação pedagógico-cultural em diversas iniciativas profissionais e sociais.

Módulo 9: Metamorfose do Pensar, Sentir e Querer

Conhecimento das amplas possibilidades de expressão da vida anímico-psicológica, através da percepção da possibilidade de metamorfose como substrato fundamental de nossas atitudes.

Resultados esperados:

Integração dinâmica da ampla gama de expressão teórico/prática na vida pessoal e profissional.
Fluência na sensibilidade, no planejamento e na eficácia.
Mobilização ativa da plenitude potencial para contínuo autodesenvolvimento.

Módulo 10: O Masculino e o Feminino

Conhecimento e exercício dos motivos e formas inerentes aos impulsos de “Eficácia e Resultado” e “Contemplação e Introspecção” em cada um de nós.

Resultados esperados:

Ampliação da capacidade de lidar com as diversas linguagens, metamorfoseando processos polares (de conflito) em processos complementares (de integração).
Compreensão efetiva da demanda de integração e convivência com polaridades e complementos.
Aumento da capacidade de fluxo vivo e criativo nos diversos empreendimentos.

Módulo 11: O Caminho para Sofia

Do visível da evidência para o invisível da vidência. A metamorfose da força do conhecimento para o caminho do silêncio na sabedoria.

Resultados esperados:

O encontro com a sabedoria em sua emergência e conhecimento dos momentos de firmeza, ternura e linguagens, aparentemente não congruentes.
Maturação da capacidade de planejamento e orientação em qualquer iniciativa.
Liderança por autoridade conquistada (autorizada) pelo próprio meio profissional e social.

Modulo 12: A Arte do Esquecimento

Conhecer a “bebida do esquecimento” e a experiência da atividade interna como caminho do homem atual que, hoje, para além do bem e do mal, ainda vive sob o “Signo de Fausto”.

Resultados esperados:

Assumir a criatividade que independe de conhecimento, no sentido de liberação da “tirania” das informações e do que “os outros pensam ou falam”.
Capacidade de ação ética consciente, priorizando a competência (em detrimento de atitudes predatórias) nos diversos desafios de uma sociedade globalizada com interesses multifacetados.
Substituição da noção de segurança pela atitude de ativa confiança e coragem.